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O Conto.

Numa outra época eu era menina, sonhava com o principe sem ter noção do que era o amor. Os contos de fadas me deram asas para voar mas nunca permitiram que a lógica se encontra-se comigo. Então eu escutava os cânticos da Branca de Neve, observava o sapatinho de cristal da Cinderela e invejava o cabelo da Rapunzél, imaginando que teria algo assim me esperando lá fora.
Hoje é o dia que estou cá fora, eu me assustei, não sabia que o mundo à qual pintei de cor-de-rosa fosse tão escuro, me desiludi e só pensava como aquelas três princesas tiveram uma história tão bonita ...
O tempo passou, eu caí, me engaram e humilham, eu chorei, levantei e sorri, conheci pessoas maravilhosas que me fizeram feliz, diziam que me amavam mas o tempo passou e elas me abandonaram, eu caí novamente. Aí eu percebi que as princesas sofreram também, eu me esqueci da inveja que a madrasta da Branca de Neve sentia e que a obrigou a fugir. Eu me esqueci da escravatura que a Cinderela passou para chegar onde chegou, assim como me esqueci da prisão em que a Rapunzél vivia até que a vieram resgatar.
Foi aí que percebi que ser feliz neste mundo injusto seria um trabalho àrduo.
Então me levantei, pus minha coróa e lutei, chorei muito e gritei de desespero, perdi muitas batalhas mas não desisti, continuei lutando por aquilo que desejava.
E consegui, observa: não vivo num castelo mas tenho uma casa que me acolhe todos os dias, não tenho um principe perfeito mas tenho um ser humano que me apresenta o amor todos os dias, me faz sorrir, me completa e me aceita do jeito que sou, não tenho fadas madrinhas mas tenho amigas que deitam magia na minha vida e tudo isso é o meu real conto de fadas.
Foi bonito ter vivido fantasias mas melhor ainda foi ter descoberto a realidade por detrás delas.
Eu sou uma princesa aos olhos de quem me ama e isso me faz cantar como a Branca de Neve, ter um sapatinho de cristal como a Cinderela e deixar meus cabelos crescer como a Rapunzél.

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